Rogério Caetano e Eduardo Neves Lançam Cd “Cosmopolita”

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Rogério Caetano e Eduardo Neves Lançam

Cd “Cosmopolita”

Saxofone, flauta e violão sete cordas de aço passeiam por vários gêneros musicais

Foto Silvana Marques

 

O dueto formado por Eduardo Neves e Rogério Caetano transita com facilidade entre o popular e o erudito no CD “Cosmopolita”, com lançamento em 28 de outubro de 2015 na Casa do Choro, Rio de Janeiro.

“O CD “Cosmopolita”, de Eduardo Neves (flauta e sax) e Rogério Caetano (violão 7 cordas), bem poderia chamar-se “Essencial”, pois reúne a essência da música de câmara, no diálogo perfeito de dois instrumentos que representam a essência melódica e harmônica da própria música. Essenciais são também o brilho virtuosístico próprio do talento instrumental brasileiro, o balanço brasileiríssimo dos ritmos rápidos e a expressividade dos tempos mais lentos. Em resumo, a essência da música brasileira em suas melhores qualidades.” – Edino Krieger

Do choro ao jazz, passando pelo frevo, samba, bossa nova, os músicos dão o tom na medida exata. Eles procuraram, através da diversidade de gêneros, construir uma obra inédita, moderna, plural, tocada de forma original. O improviso pode ser identificado em canções executadas de forma mais solta, leve e bem humorada e, em outras, de forma erudita, clássica, camerística, mais densa, mas ao mesmo tempo com o despojo da música popular brasileira e influenciados pelo compositor Villa Lobos.

A sintonia alcançada entre os instrumentos de sopro, de Eduardo Neves, e o violão sete cordas de aço, de Rogério Caetano, pode ser percebida nos primeiros acordes do CD. A obra produzida só com músicas autorais – oito inéditas e três regravações – ratifica o entrosamento desses dois músicos e compositores da música popular brasileira que se conheceram no Rio de Janeiro há cerca de 15 anos atrás.

Eduardo Neves, considerado um dos mais brilhantes saxofonistas e flautistas da atualidade, é professor de improvisação no Brasil e no exterior, dominando essa linguagem como poucos.

“É a primeira vez que realizo seriamente um trabalho em duo. Foi muito bom tocar um repertório autoral numa formação camerística sem, no entanto, perder o espaço da improvisação, do suingue e da espontaneidade. Buscamos construir o repertório em cima de nossa afinidade musical”, ressalta Eduardo Neves.

Rogério Caetano, referência e dono de uma linguagem revolucionária, brinca com seu violão sete cordas de aço. Ele dá ao instrumento outra dimensão ao transformá-lo em instrumento solista. “O sete cordas de aço é novo, contemporâneo. Tem muito a dizer e cada vez mais músicos se interessam pelo instrumento. Procuro explorar tudo o que posso neste novo trabalho”.

“Solar no violão de aço é sempre um desafio para mim. Traz mais responsabilidade. É preciso tocar cheio, extrapolar os limites. No CD “Cosmopolita”, por exemplo, não tem outro violão. Então, é harmonia e solo ao mesmo tempo em um instrumento acostumado a ter outra função,” diz Rogério.

Ao dividir o solo com Eduardo Neves, temos a impressão que cada um vai por um caminho musical. Como se estivéssemos interpretando partituras diferentes e, em um dado momento, elas se juntassem. “Fiquei feliz com o resultado do trabalho, que me surpreendeu demais,” completa Rogério.

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