NINA WIRTTI

Considerada pela crítica especializada uma revelação fulgurante, a cantora gaúcha Nina Wirtti apresenta uma “excelente mistura entre tradição e modernidade”, estréia em disco no ano de 2012 muito bem acompanhada.

Radicada no Rio de janeiro, integra uma geração de músicos talentosos que protagonizaram a revitalizarão do histórico bairro da Lapa. Nina se diferencia pela escolha do repertório, que passeia entre novidade e a pesquisa da forte tradição brasileira à qual a cantora se dedica com entusiasmo e apresenta um time de músicos que, ainda jovens, são aclamados no país e no exterior pelo absoluto domínio da linguagem brasileira e da técnica de seus instrumentos.

Nina Wirtti é requisitada por instrumentistas e maestros veteranos com quem já cantou como Ruy Quaresma, Paulão 7 Cordas, Ronaldo do Bandolim, Conjunto Época de Ouro na Rádio Nacional do Rio, além de nomes da sua geração como Yamandu Costa, que participou de seu cd gravando violão de sete cordas.

Além de seu trabalho solo recém-lançado, integra o grupo Regional Nacional, se apresentou em importantes espaços culturais na cidade do Rio e outras capitais brasileiras, além de festivais de choro, Festival Nacional de Marchinhas e a grande e multicultural festa do carnaval carioca, Lapa Mundi em 2012. Nele se apresentou para milhares de pessoas e “com um visual à moda da era de ouro do rádio e uma voz infernal, a cantora ganhou o título de rainha das marchinhas e conquistou o público do festival criado por Perfeito Fortuna” (Jornal O Globo, fevereiro de 2012).

Cantora de técnica fluida e maturidade artística, mesmo dedicada à pesquisa e reverente às grande música e os intérpretes de seu país, Nina vai além da homenagem aos antigos.

“JOANA DE TAL”

Seu primeiro álbum, “Joana de Tal”, lançado pela gravadora Fina Flor, é dirigido e arranjado pelo contrabaixista Guto Wirtti, seu irmão, e revela bela voz sobre instrumentação acústica e bem cuidada, com arranjos originais e repertório surpreendente, selecionado e “construído” pela intérprete.

Numa noite qualquer do princípio do século 20, no Bairro Alto, em Lisboa, soa a guitarra portuguesa ao compasso da viola e da viola baixo, e de olhos fechados, os cantores do fado emocionam o público presente. Enquanto isso, a África pulsa no território brasileiro. Nasce o samba de terreiro com seus tambores e tamborins. Surge Pixinguinha com seus Oito Batutas e logo em seguida a necessidade de se fazer um som “menor” que pudesse ser tocado na intimidade das casas. É aqui que Jacob, inspirado na guitarra portuguesa inventa o bandolim e se faz necessário o acompanhamento que se dá a partir de um violão e logo de um violão que fizesse os baixos, o violão de sete cordas para executar o que conhecemos como “choro”. Em seguida, Izaurinha Garcia e Orlando Silva, dentre outros grandes nomes, cantam na Rádio Nacional do Brasil a poesia do morro e do asfalto com sentimento e nostalgia que nos levam ao encontro de nossas origens de além mar…

É neste cenário que Nina Wirtti se inspira, com o bandolim de Luis Barcelos, o violão de sete cordas de Rafael Malmith e o contrabaixo de Guto Wirtti, mais o reforço da delicada percussão de Thiago da Serrinha dar forma e apresentar o disco e o show homônimo, “JOANA DE TAL”.

Guto Wirtti assume a direção musical e além do contrabaixo acústico, toca violão, algumas percussões e assina todos os arranjos, oferecendo um excelente diálogo entre a tradição musical do país a música universal, com influências contemporâneas como as do Jazz francês e da música árabe.

O disco conta, em algumas faixas, com a sonoridade de instrumentos como clarinete, acordeon e trompete, executados por importantes músicos da atualidade, convidados especiais como Aquiles Moraes, Rui Alvim, Joana Queiroz, Bebe Kramer e Yamandu Costa.

O repertório, surpreendente, inclui regravações de obras recolhidas de nosso cancioneiro, e inéditas de veteranos e novos talentos, além de uma raríssima parceria de Noel Rosa com seu irmão Helio Rosa. A participação especial do violonista Yamandu Costa na faixa “Zé Ponte”, do também gaúcho Lupicínio Rodrigues, fecha o disco com chave de ouro.

PDF EM 02maio2014 Nina Wirtti

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