1 Diana Gandra

turne 2015

 

 

“AURÉLIE & VERIOCA”

Aurélie & Verioca são duas artistas francesas apaixonadas pela sonoridade universal da música brasileira e apresentam um repertório totalmente inédito, misturando samba, bossa nova, choro e baião em francês e português. Aurélie escreve as letras, Verioca compõe as músicas, as duas cantam e tocam num ambiente de cumplicidade e admiração mútua. Complementares em cena e unidas pelo mesmo entusiasmo, elas nos transportam para o mundo lúdico e repleto de emoção de suas canções. Todas as músicas são interpretadas em francês ou em português, e até mesmo os dois ao mesmo tempo, a ponto de nos levar a pensar que Aurélie e Verioca tenham sido brasileiras numa vida passada…

Três anos de gestação e um ano de produção foram necessários para finalizar esse disco. Gravado em Paris, no Rio, em Belo Horizonte, na Bretagne e em São Paulo, ele tem o sabor do mundo da dupla : profundamente franco-brasileiro.

 Do lado brasileiro Aurélie e Verioca chamaram uma mulher que elas consideram como muito inspiradora : Joyce Moreno. A compositora carioca se considera fã da dupla e se encantou pelo projeto, chegando mesmo a aceitar o desafio de cantar em francês a letra que Aurélie escreveu para uma música instrumental de sua autoria, chamada “For Hall“. A música virou “Chocolat for (H)all“, uma canção em forma de despedida temporária do trio ao chocolate sem o qual “a vida tem muito menos gosto“. E se for cacau brasileiro e confeitaria francesa, sem dúvida !

 Um outro destaque do disco é a versão francesa da obra prima do compositor Egberto Gismonti: “Lôro“ que virou em francês “À la dérive“ (À deriva). Nesta música, a dupla conseguiu criar uma paisagem inédita, um sonho de vai e vem feito ondas com a virtuosidade do arranjo da Verioca no violão, a emoção sofisticada da voz da Aurélie e a percussão telúrica de Zé Luis Nascimento (percussionista que acompanha a cantora franco-cabo-verdiana Mayra Andrade).

 Para acompanhar o seu choro em francês chamado “Pas à pas“ (passo a passo) as duas chamaram os seus amigos mineiros do grupo Flor de Abacate. Os cinco músicos do melhor grupo de choro de Belo Horizonte toparam com alegria e inspiração fazer parte da aventura. Marcos Flávio no trombone, Sílvio Carlos no violão de 7, Ramon Braga no pandeiro, Dudu Braga no cavaquinho e Rubim do Bandolim. Esse choro em francês ficou tão lindo que deu título ao disco e ganhou até um vídeo com dançarinos de gafieira nas ladeiras de Montmartre em Paris (o Isnard Manso e a Paula Leal, diretores de duas das maiores escolas de dança do Rio de Janeiro fizeram a viagem só para participar do vídeo!)

 Para assistir o vídeo de “Pas à pas“:

http://youtu.be/W7dk0HTeWaY

 Pesquisando no que a música brasileira tem de melhor, Aurélie escreveu uma versão francesa da música “O tempo de um samba”, do compositor e violonista paulistano Swami Jr. “Le temps d’un samba“, na nova versão com o segundo violão do próprio Swami, cria mais uma ponte cor de nuvens entre o samba daqui e le samba de là.

 Para produzir as músicas “Ma voix“ e “No caminho do mar“, a dupla não precisou de nada. Nada mais do que o ar, e o vento leve que assovia pros pássaros com quem a Verioca sabe falar. Canções sussurradas para viagens íntimas.

 Ficando num ambiente aconchegante, a música “De novo“ viaja ao lado do Oriente, com a flauta africana e a sanza de Thomas Vahle (músico de Mory Kanté) e a percussão de Stéphane Edouard (fiel percussionista da banda mítica de jazz fusão francesa “Sixun“)

 Nas faixas 5 e 8 do disco, o cello de Médéric Bourgue carrega uma sonoridade nova, saudosa em “À tout ce qui nous lie“, e cheia de raiva em “Mas pra quê“.

 Na faixa 10, chegamos ao Nordeste do Brasil, com um baião em forma de pesadelo feliz. A melodia escrita por Verioca inspirou Aurélie a escrever uma cavalgada fantástica, onde todas as figuras dos contos de fadas e outras personagens da mitologia poderiam se encontrar no seu travesseiro. Sereias, bruxas, cavalos e elfos se juntaram nesse “Rêve en baião“ (sonho em baião) que também conta com a participação de Zé Luis Nascimento.

 Finalmente, o disco termina com muita alegria no samba. O primeiro chamado “Hoje!“ conta com a preciosíssima participação de Luís Filipe de Lima, arranjador de todos os musicais brasileiros dos últimos anos e que, para a ocasião, faz um duo com o cavaquinista virtuoso Osman Martins, paulistano radicado na Bélgica e amigo da dupla. O segundo samba, que tem por nome “Naquele bar“ começa tímido e vira festa com o lindo bandolim de Marco Ruviaro, também paulistano mas radicado na Itália, e a flauta de outra francesa apaixonada pelo Brasil : Cléa Thomasset.

1 Pas à pas (Verioca Lherm/Aurélie Tyszblat) 04:11

2 Le temps d’un samba (Swami Jr./Aurélie Tyszblat) 03:59

3 No caminho do mar (Verioca Lherm/Aurélie Tyszblat) 04:45

4 À la dérive (Lôro) (Egberto Gismonti/Aurélie Tyszblat) 04:17

5 Mas pra quê (Verioca Lherm/Aurélie Tyszblat) 04:07

6 Ma voix (Verioca Lherm/Aurélie Tyszblat) 03:59

7 Chocolat for (H)all (Joyce Moreno/Aurélie Tyszblat) 03:22

8 À tout ce qui nous lie (Verioca Lherm/Aurélie Tyszblat) 03:41

9 De novo (Verioca Lherm / Aurélie Tyszblat) 04:16

10 Rêve en baião (Verioca Lherm / Aurélie Tyszblat) 05:30

11 Hoje ! (Verioca Lherm / Aurélie Tyszblat) 03:47

12 Naquele bar (Verioca Lherm / Aurélie Tyszblat) 03:35

Aurélie & Verioca

Biografia

O encontro das duas francesas Aurélie Tyszblat e Véronique Lherm aconteceu graças ao amor delas pelas músicas brasileiras. Todas as boas músicas, brasileiras, como elas gostam de especificar: do samba ao baião passando pela bossa nova, o maracatu ou ritmos mais africanos.

 Os seus compositores prediletos são Nelson Cavaquinho, Dona Ivone Lara, Tom Jobim, Chico Buarque, Dori Caymmi, Joyce, Gismonti, Guinga…

 Em 2007, começaram a elaborar um repertório dedicado a obra de Guinga. Nesta época, Verioca já tinha lançado dois discos solo, gravando sozinha todos os instrumentos (violão, cavaquinho, pandeiro, surdo, caixa de fósforo…) Encontrando Aurélie, ela encontrou a sua letrista. E assim começou a aventura do primeiro disco da dupla. Produzido de uma forma independente e artesanal (Aurélie também brinca de produtora quando ela não canta), “Além des nuages“ foi gravado no Brasil e na França com a participação de convidados muito especiais tal como o próprio Guinga, Philippe Baden Powell, Paula Santoro, Marcelo Pretto, Casuarina, Rafaël Vernet, Aline Gonçalves, Khalid Kouhen, Osman Martins, Pierrick Hardy…

 Em apenas 3 anos, Aurélie & Verioca fizeram mais de 100 shows na França e três turnês no Brasil em 2012, 2013 e 2014. Os estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, acolheram com muito entusiasmo e alegria os shows que a dupla fez em lugares tais como o Múseo de Artes e Ofícios ou o Sesc Palladium em BH, o Centro Cultural Carioca e o Sesc Tijuca no Rio de Janeiro, Sesc Ipiranga, Sesc Osasco e Sesc São Carlos em São Paulo.

Em 2014, a dupla foi convidada para participar do próximo disco do compositor Paulistano Eduardo Gudin com o seu grupo “Noticias dum Brasil“. “Outro cais“ é uma parceria do Gudin com Costa Netto e Aurélie

para a versão francesa.

Outros passos

Misturando as músicas dos dois discos, “Além des nuages“ e “Pas à pas“, Aurélie & Verioca criaram um show acessível para crianças. Intitulado Andando, esse show será apresentado na França entre 2014 e 2016 para mais de 15.000 crianças e pode ser realizado no Brasil, paralelamente à turne do 2º álbum.

www.aurelieverioca.com

www.facebook/aurelieverioca

“Um pouco de lágrima cabe bem em qualquer receita de choro.

Junte-se a isso o requinte francês e pronto: meu Cristo Redentor, à sombra da Torre Eiffel, tira férias do Corcovado. Aurélie e Verioca compuseram ‘Reconciliação’, um hino que redime a tudo e a todos. De tão lindo é como se trouxesse de volta esse carioca que matava aula em Paris… O Rio agradece.”

Guinga

RECONCILIAÇÃO

A melodia dessa música, que consideramos como um choro canção, “chegou“ duas vezes na cabeça da Verioca. A primeira vez foi em 2007. Nessa época só existia a primeira parte.

A Verioca costuma falar que a melodia “chega“ na cabeça dela, pois ela não corre atrás de melodias trabalhadas ou que fazem referência a autores que ela gosta. É mais uma maneira de se disponibilizar para a inspiração.

Na segunda vez, então, ela “chegou“ de novo em 2009, quando a parceria com a Aurélie começou. Foi lá que a Verioca escreveu a segunda parte (não quero mais viver assim, não aguento mais você sem mim… etc) com arpejos bem característicos da música do Michel Legrand que Aurélie ama tanto e dos grandes chorões que a Verioca estuda há anos como Pixinguinha e Nelson cavaquinho.

A letra é uma carta de amor em forma de oração para pedir o retorno do bem amado, e surgiu quase simultaneamente nas duas línguas, Essas duas letras se encaixaram tão bem que Aurélie & Verioca resolveram cantar nas duas línguas no mesmo tempo, produzindo assim um equilíbrio instável que elas acharam interessante (e assim, pessoas que não falam uma das duas línguas tem a impressão de entender tudo… e os bilingues viajam de uma palavra até a outra sem perceber a mudança de língua…)

A gravação foi feita em Paris e Bruxelas no começo de 2011, com a participação do cavaquinhista Osman Martins (que nasceu na Bahia e mora na Belgica há mais de 20 anos).

Nessa gravação, a Verioca toca o pandeiro, o violão 6 e 7 cordas e canta a segunda voz.

O clipe foi feito há pouco tempo em Paris por um diretor françês chamado Philippe Fontana e que queria traduzir em imagens a simplicidade e a sinceridade dessa música apaixonada

Na primeira apresentação da dupla no Rio, em fevereiro de 2011, não podemos deixar de comentar que o Guinga, que participava do show, se encantou tanto por essa música que pediu para a Verioca ensina-la a ele.

 


 

TURNE 2015 BRASIL