23/ABRIL DIA NACIONAL DO CHORO

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A iniciativa para a criação do Dia Nacional do Choro partiu do bandolinista Hamilton de Holanda e seus alunos da Escola Brasileira de Choro Rafhael Rabello, em Brasília.

O Decreto foi proposto pelo então senador Ártur da Távora, falecido em 2008, e aprovado pelo Presidente da República, em 04/09/2002, instituindo o Dia Nacional do Choro, comemorado na data de nascimento de Pixinguinha, 23 de abril.

Alfredo da Rocha Viana Filho, o Pixinguinha é o maior chorão de todos os tempos. Compositor de música popular brasileira, era também tenor, pianista, saxofonista, além de arranjador, e contribuiu diretamente para edificar o Choro como um gênero musical. Com ele o Choro adquiriu mais leveza, ritmo, graça e também a hábito do improviso.

Pixinguinha

Alfredo da Rocha Vianna
23/4/1897 Rio de Janeiro, RJ
17/2/1973 Rio de Janeiro, RJ

Compositor. Orquestrador. Flautista. Saxofonista.

“Se você tem 15 volumes para falar de toda a música popular brasileira,  fique certo de que é pouco. Mas se dispõe apenas do espaço de uma palavra,  nem tudo está perdido; escreva depressa: Pixinguinha.”
Ary Vasconcelos

Pixinguinha_Acervo Instituto Moreira Salles2

SOM DE PRATA
(Moacyr Luz/ Paulo Cesar Pinheiro)

Nasceu no Rio de Janeiro
Dia do santo guerreiro
Naquele tempo que passou
Foi o maior mestre do choro
Tinha um coração de ouro
E que bom compositor
Foi carinhoso e foi ingênuo
E na roda dos boêmios
Sua flauta era rainha
E em samba, choro e serenata
Como era doce o som de prata, doutor
Que a flauta tinha
O embaixador dessa cidade
Meu Deus do céu, ai que saudade que dá
Do velho Pixinguinha
Filho da terra de sangue
Sangue de Malê
De uma falange do reinado
Filho de Ogum, de São Jorge, no Batuquegê
De Benguelê, de Iaô
Rainha Ginga
É que sua avó era africana
A rezadeira de Aruanda, vovó
Vovó Cambinda
Só quem morre dentro de uma igreja
Virá orixá, louvado seja Senhor
Meu santo Pixinguinha
E em samba, choro e serenata
Como era doce o som de prata, doutor
Que a flauta tinha
O embaixador dessa cidade
Meu Deus do céu, ai que saudade que dá
Do velho Pixinguinha
Ele é de Benguelê
Ele é de Iaô
É do Batuquegê
Ele é do Reinado
É sangue de Malê
É santo sim senhor

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